sábado, 8 de outubro de 2011

A Dama Rubra*


Teus lábios doces e vermelhos
Que pousam na minha boca, àquela profana,
Tocam-me fundo,
No mais profundo que a alma pode chegar.

Sim, teus doces lábios me chamam, me clamam, me abusam, me usam.
Sujam-me com o vermelho do seu fogo;
 De seus beijos de veludo.

E os acordes de desejo que prevejo
No teu jeito de olhar
Espalham-se pela noite afora,
despertando-me do meu sonho insano.

E o meu corpo se arrefece sem a tua presença quente, envolvente.

Por isso cá estou eu esperando vê-la passar.
E lá vem ela, a dama rubra nem ao menos olha a minha janela...

5 comentários:

  1. Interessante o teu blog, voltarei mais tarde pra olhar melhor e comentar!

    Estou seguindo! Segue o meu também?

    http://rejanebruck.blogspot.com
    Beijo!

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  2. Bela poesia, Ju.
    Você tem um jeito todo próprio de escrever que prende qualquer um. Adorei, seguindo desde já.

    Se quiser, dá uma passadinha no meu blog.
    cliqueparafechar.blogspot.com

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  3. Ah essa dama rubra...
    Ela aparece de várias formas na vida dos homens. Mas sempre aparece!
    É estranho, pois é uma dualidade tremenda. Essa mulher causa desejo, encanto, paixão; ao mesmo tempo que pode ferir e magoar com um simples olhas ou a falta deste.

    Foi muito bonito Ju. Até a próxima. Tenha uma linda semana!

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  4. Que delícia de poema! Um amor ardente, um desejo profundo... coisalinda de ver!

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